
Fala-se muito em inclusão educacional, mas se sabe pouco sobre como
realmente praticar essa inclusão. Na prática as crianças ou adolescentes portadoras de necessidades educacionais
especiais são matriculadas em classes
regulares, e em geral ao invés de serem incluídas, acabam sendo excluídas.
Isso se dá por muitos
fatores.Penso que dentre esses, os mais comuns são a falta de preparo dos docentes em
atuar efetivamente para o processo de inclusão do aluno, a falta de auxílio e suporte pedagógico para uma prática diferenciada
e ainda o número excessivo de alunos em sala de aula, dificultando um atendimento mais individualizado.
Se olharmos ao nosso redor, o portador de necessidade especial, apesar da evolução do sistema, das conquistas alcançadas, ainda encontra dificuldades em situações básicas do
cotidiano, como locomover-se com segurança, utilizar transporte, utilizar espaços pú
blicos de serviços e de lazer.
Segundo o texto: História, deficiência e educação especial, escrito pela Drª e professora
Arlete Aparecida
Bertoldo Miranda, Lido no eixo IV do curso
PEAD, da
UFRGS, alguns estudiosos dessa área como
KICK e
GALLAGER, 1979; MENDES, 1995;
SASSAKI, 1997; identificam quatro estágios no desenvolvimento do atendimento às pessoas que apresentam deficiências.
A primeira fase, na era Pré-Cristã, é marcada pela negligência, em que havia ausência total de atendimento. Na fase seguinte, por volta dos séculos XVII e XIX, encontra-se a fase da
institucionalização, onde os indivíduos que apresentam
deficiência eram segregados e
protegidos em instituições residenciais. E já o terceiro estágio é marcado pelo desenvolvimento de escolas e/ou classes especiais em escolas públicas, visando oferecer a essas pessoas uma educação à parte ( final do século XIX e meados do século XX). E o quarto estágio então, no
final do século XX, observa-se um movimento de integração social
dos indivíduos que apresentam
deficiência, cujo
objetivo era integrá-los em ambientes escolares o mais próximo possível daqueles oferecidos à pessoa normal.
A Drª e professora
Arlete ainda ressalta que a fase de integração fundam
enta-se
no fato de a criança deve ser educada até o limite da sua capacidade.
A realidade é que professores com alunos portadores de necessidades educacionais especiais, precisam ter muita paciência, força de vontade e disponibilidade, pois é como estarmos numa ilha deserta.
Durante esse ano
letivo, no
período de estágio, precisei
buscar auxílio em sites da
Internet para poder intervir em alguns casos especiais na minha sala de aula. E um deles foi postado um relato aqui no meu Blog, no link
http://blog-da-lidi.blogspot.com/2010/04/aluno-portador-de-necessidades.htmlé de extrema importância para o aluno, que o professor busque alternativas para atendê-lo, pois desmotivado e excluído terá baixa na sua
auto estima, e não terá avanços no seu processo de ensino e
aprendizagem.